"Educai as crianças e não será necessário punir os adultos." - Pitágoras.
"A imaginação é mais importante que o conhecimento." - Einstein.
"Só sei que nada sei." - Sócrates.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Um Pouco de Platão
domingo, 31 de outubro de 2010
Homila para a Bênção dos Animais
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DIOCESE ANGLICANA DO RIO DE JANEIRO
COMEMORAÇÃO DO DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS E DO DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS (04/10)
HOMILIA PARA A BENÇÃO DOS ANIMAIS – 09/10/10
Provérbios 12.10
“Os bons cuidam bem dos seus animais, porém o coração dos maus é cruel.”
Nunca antes se falou tanto em bem-estar dos animais, preservação do meio ambiente, sustentabilidade e assuntos afins, como temos visto nestes últimos tempos.
A preocupação de alguns setores da sociedade é justificável, pois as previsões para um futuro bem próximo não são das melhores. Segundo pesquisas amplamente divulgadas pelos meios de comunicação em geral, nos próximos 50 anos teremos sérios problemas em relação à quantidade de água potável disponível para todos os habitantes do nosso planeta, o que já é uma realidade em algumas localidades. Por causa do “instinto” predatório do ser humano, muitos animais já se extinguiram e outros encontram-se em processo acelerado de extinção. Muitas florestas já desapareceram e outras tantas estão desaparecendo, lenta ou aceleradamente. Devido à especulação imobiliária, muitos campos, bosques, parques, manguezais, desapareceram sem que se pensasse em um outro local para que as espécies nativas pudessem viver.
Por estarmos chegando bem perto do ponto sem retorno, algumas autoridades e pessoas em geral, influentes ou não, tem tentado alertar aos demais sobre a destruição que temos promovido em nosso Planeta. Estamos matando a Terra! Somos semelhantes aos vírus, que destroem seu hospedeiro.
Isto posto, alguém poderá perguntar: “mas o que eu faço de tão mau assim? Quem tem que se preocupar com isso são as autoridades!” E a resposta não é nada agradável: somos assassinos do nosso Planeta quando jogamos lixo na rua, de um “simples papelzinho de bala”, passando por papéis maiores, sacos plásticos, até cocos e latas de refrigerantes! É um absurdo vermos que há pessoas que se desfazem dos seus móveis colocando-os nas calçadas ou mesmo jogando-os nos rios! Isso é um absurdo. Uma babárie!
Somos assassinos do nosso Planeta quando não castramos nossos cães e gatos de estimação, deixando-os darem crias descontroladas e descartando os filhotes nas praças, rios, etc. Deixar nos portões dos protetores independentes ou os abrigos, também não é a solução, pois todos estão com sua capacidade esgotada e não é para isso que existem. A responsabilidade por nossos animais é nossa e não dos outros. Há campanhas de castração promovidas pelas prefeituras, por sociedades protetoras e por veterinários solidários. Só não castra seus animais quem não quer e prefere empurrar seus problemas para os outros! Não são os animais seres vivos criados por Deus? Sim, eles são e cada um de nós dará conta de todos os maus-tratos que praticarmos contra eles. É a Lei da Semeadura: tudo o que semearmos, isso colheremos (Gl 6.7).
Caros leitores: desejo que cada um(a) de vocês tenha consciência do privilégio que é sermos guardadores, cuidadores, mordomos da criação de Deus. Mas não é só privilégio, é também responsabilidade, pois esses nossos irmãos precisam de nós para terem uma vida digna, como também precisam do nosso carinho, amor, atenção. No caso dos cães e dos gatos, nossos antepassados os domesticaram e os fizeram dependentes de nós. Hoje, eles não têm mais o seu habitat natural. Precisam dos nossos cuidados. É um grande engano pensar que eles “se viram” sozinhos. Nas ruas, sem lar, sem proteção, eles estão sujeitos às situações mais cruéis: fome, frio, doenças, maus-tratos, atropelamentos, envenenamento... Animais de estimação não devem ter acesso às ruas. Os animais “de rua” também são dignos de um lar e de bons-tratos; os animais silvestres precisam viver livres, junto à Mãe Natureza! Os animais, as árvores, todos os seres vivos, são dignos de respeito, pois eles têm sentimentos. Todos nós gostamos de ser bem tratados, certo? Eles também.
O texto que usamos como base para essa meditação, diz que as pessoas boas cuidam bem dos seus animais, mas o coração das pessoas más, é cruel. Ou seja, por mais gentil que possa ser, quem maltrata os animais, não é uma pessoa boa em sua totalidade, seu coração é cruel, precisa despertar para esse fato. Desculpe-me a sinceridade, mas alguém precisa dizer essas coisas. Ser um “bom cristão”, é também zelar pela Natureza e pelos animais!
E não adianta pensarmos apenas nos nossos próprios animais: precisamos pensar no bem-estar de todos. Ajudar no que for possível. Não pensemos que os abrigos, são o paraíso, pois não são. Eles fazem o que podem para minimizar a dor e o sofrimento daqueles que foram vítimas da maldade humana, mas estão superlotados. Viste um deles e você verá os olhinhos tristes dos abrigados; olhinhos tristes daqueles que um dia foram traídos por aqueles a quem devotaram todo o seu amor e confiança; olhinhos tristes daqueles que foram covardemente vitimados pela irracionalidade e brutalidade daqueles que se dizem “racionais”. As instituições,os grupos de proteção e os protetores independentes, precisam da nossa ajuda! O pouco que fizermos, será de muita valia para os bichinhos e para quem cuida deles. Plantemos árvores, flores, verduras, legumes, tudo o que pudermos. Cuidemos da natureza. Preservemos.
Lembremo-nos de uma grande verdade: nós precisamos da natureza para sobreviver, mas ela não precisa de nós. Aliás, a natureza, sem a nossa presença, viveria muito melhor.
Peçamos a Deus que Ele nos ajude a sermos pessoas boas, para cuidarmos bem tanto dos animais, como de toda a Sua criação.
Revda. Jocinéa Saldanha Perpetuo
Rede Anglicana do Bem-Estar Animal
domingo, 17 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Um pouco sobre o elemento Carbono
Carbono Conhecido pelo homem pré-histórico sob as formas de carvão vegetal e negro-de-fumo (material empregado em pinturas de cavernas), o carbono se apresenta também em dois estados elementares cristalinos: como diamante, sua forma mais preciosa, e como grafita, empregada desde a antiguidade na fabricação de lápis. A maior importância do carbono, no entanto, vem do fato de toda matéria viva ser formada de combinações desse elemento.
Carbono é um elemento não-metálico, pertencente ao grupo
IVa do sistema periódico, cujo símbolo químico é C e o número atômico, 6.Caracteriza-se por apresentar diferentes estados alotrópicos e participar de todas as substâncias orgânicas. Além das formas cristalinas – diamante e grafita – os carbonos fósseis de vegetais constituem outra forma de carbono elementar que aparece na natureza, mesclado com outros elementos. Nesses casos, a proporção de carbono pode chegar à cerca de noventa por cento, como no antracito, o carvão fóssil de origem mais antiga. Os compostos minerais de carbono, como o calcário (carbonato de cálcio) e a magnesita (carbonato de magnésio), constituem cerca de 0,2% da crosta terrestre.
O petróleo e o gás natural são misturas de hidrocarbonetos – compostos orgânicos constituídos de carbono e hidrogênio – e formam grandes bolsas em alguns pontos do subsolo. Sua origem são os restos vegetais e animais de épocas geológicas remotas, que ficaram recobertos por estratos durante a evolução da crosta terrestre.
Propriedades físicas e químicas:
O diamante, incolor e transparente em estado puro, é o corpo natural mais duro que se conhece. Possui densidade de 3,5g/ml, elevado índice de refração e não conduz eletricidade. A grafita, negra e untuosa ao tato, apresenta uma estrutura em finas lâminas que se cristalizam segundo o sistema hexagonal (um dos sete modelos possíveis de formação de cristais), diferentemente do diamante, que se cristaliza no sistema cúbico. Além disso, a grafita é boa condutora de calor e de eletricidade. As variedades amorfas de carbono são de cor negra intensa e não condutoras.
As duas características químicas fundamentais do elemento são a tetravalência, em virtude da qual cada um de seus átomos pode unir-se com outros quatro, e sua capacidade de estabelecer ligações covalentes – de elétrons partilhados – entre os próprios átomos de carbono. Em conseqüência dessas propriedades, o número de compostos do carbono é vinte vezes superior ao das combinações que não contêm esse elemento.
Compostos orgânicos:
A maior parte dos compostos de carbono conhecidos são substâncias orgânicas, isto é, compostos de carbono e hidrogênio, este chamado elemento organizador. Na verdade, a criação dessa disciplina, separada da química inorgânica, é anterior a 1828, ano em que o alemão Friedrich Wöhler sintetizou a uréia em laboratório, derrubando a convicção de que as substâncias orgânicas só podem ser produzidas por organismos vivos.
Os compostos orgânicos e inorgânicos distinguem-se por suas propriedades, como a solubilidade e a estabilidade e, sobretudo, pelo caráter das reações químicas de que participam. Os processos reativos dos compostos inorgânicos são iônicos, praticamente instantâneos e simples. Nos compostos orgânicos esses processos são não-iônicos, lentos e complexos. Entende-se por reação iônica aquela em que intervêm átomos ou agregados atômicos com carga elétrica, seja positiva ou negativa.
As substâncias orgânicas contêm poucos elementos, em geral de dois a cinco. Além de carbono e hidrogênio, integram os compostos orgânicos o oxigênio, o nitrogênio, os halogênios, o enxofre e o fósforo. Outros elementos menos abundantes também fazem parte dos compostos orgânicos naturais ou preparados em laboratório.
Compostos inorgânicos:
Além dos mencionados compostos orgânicos, o carbono forma também compostos inorgânicos, entre os quais se destacam, por suas aplicações, o sulfeto de carbono (CS2), empregado como matéria-prima na indústria têxtil para obtenção de fibras sintéticas; o carbeto de cálcio (CaC2), primeiro elo de numerosos processos de síntese na indústria química; e o carboneto de silício (CSi), quase tão duro como o diamante, que faz parte dos componentes das pedras de afiar e esmeris utilizados para trabalhar metais.
Os óxidos de carbono mais importantes são o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de carbono, ou gás carbônico (CO2). O primeiro, que resulta da combustão de carbono ou compostos orgânicos carbonados, é um gás tóxico. O dióxido de carbono participa da composição da atmosfera e encontra-se também nos mananciais de águas gasosas.
Outro grupo de combinações carbonadas é constituído pelos sais de ácido carbônico, os carbonatos e os bicarbonatos, de grande solubilidade. Esses compostos se liquefazem à temperatura ambiente e conservam-se em estado líquido. Formam o chamado gelo seco (anidrido carbônico sólido), material utilizado em refrigeração e conservação, assim como no transporte de frutas.
Ciclo do carbono na natureza:
Os ciclos do carbono e do oxigênio na natureza são processos fundamentais na transformação constante das substâncias orgânicas que constituem a biosfera, ou seja, o ambiente em que se desenvolvem os fenômenos biológicos. Na primeira etapa do ciclo, a fotossíntese, as partes verdes das plantas absorvem o dióxido de carbono atmosférico e o fazem reagir com a água. Para isso, servem-se da luz solar e da presença de clorofila. Formam-se assim compostos de carbono complexos, que vão constituir a própria estrutura dos vegetais, com liberação de oxigênio. Esse gás, que passa ao ar, é utilizado na respiração de bactérias e animais, em que se registra o processo inverso – captação de oxigênio e desprendimento de dióxido de carbono – com o que se encerra o ciclo. O ciclo do carbono, com seus elementos de transformação – vegetação em geral – é extremamente importante porque, graças a ele, assegura-se a continuidade do equilíbrio ecológico vital. Tanto é assim que o dióxido de carbono presente na atmosfera de todo o globo se esgotaria em apenas 25 anos se não fosse recomposto pelos processos de respiração bacteriana e animal, que mantêm seus índices em níveis constantes e, em conseqüência, preservam as condições básicas para a vida na Terra.
Aplicações:
Os diamantes, sejam pedras incolores ou de matizes especiais, rosado, azul ou verde, são apreciados em joalheria. Se imperfeitos, como as pedras cinzentas ou negras, se empregam para lapidar ou polir outras pedras finas. Já a grafita é empregada para fabricar lápis, cadinhos e eletrodos, e também em galvanoplastia, procedimento eletroquímico para obtenção de objetos metálicos ocos.
Utilizam-se os diversos tipos de carvão como combustíveis e em centrais térmicas. A hulha betuminosa é fonte de produtos químicos, como amoníaco, fenol, benzeno e alcatrão, importantes matérias-primas no fabrico de corantes, plásticos e explosivos. O carvão vegetal, produto poroso obtido da destilação seca da madeira, além de combustível é também absorvente, e por isso muito utilizado em refinarias de açúcar e em máscaras contra gases, cujo filtro de carvão vegetal retém os gases tóxicos. O poder absorvente é menor no carvão animal ou carvão de ossos. A variedade de carvão conhecida como negro-de-fumo, que se obtém na combustão de gás natural, petróleo, alcatrão ou óleo, com quantidades limitadas de ar, é uma das variedades mais puras de carbono amorfo, já que contém cerca de 98,6% do elemento. Utiliza-se no fabrico de tinta de impressão, graxas e esmaltes negros.
O carbono tem também aplicação fundamental na siderurgia. Nas fundições é empregado em forma de coque, produto da combustão limitada de hulha, ou de carvão vegetal, como redutor na obtenção de ferro no alto-forno. Assim, o aço é ferro que contém proporções variáveis de carbono, capaz de endurecer ao resfriar-se rapidamente pelo processo conhecido como têmpera. Eliminam-se primeiro o excesso de carbono e outras impurezas do ferro de fundição, para depois acrescentar a proporção desejada de carbono e outros elementos.
Outra interessante utilização do carbono é a datação em geologia ou arqueologia. O átomo cujo núcleo tem seis prótons e seis nêutrons é conhecido como carbono 12. Na atmosfera terrestre encontra-se também o carbono 14, isótopo radiativo do carbono, cujo núcleo tem dois nêutrons a mais. O carbono 14 origina-se da ação da radioatividade cósmica. Como os seres vivos assimilam os elementos da atmosfera, contêm em seu organismo, enquanto vivem, uma proporção de carbono 14 igual à da atmosfera. Ao morrerem, deixam de trocar matéria com o meio e o carbono 14 começa a se desintegrar em seus restos, transformando-se em seu isótopo comum. Desse modo, ao fim de 5.600 anos, a proporção de carbono 14 fica reduzida à metade. Determinado o conteúdo de carbono 14 de um fóssil, pode-se calcular com relativa precisão de que época ele data. Esse método, porém, não é aplicável a antiguidades superiores a 25.000 anos, tempo de desintegração total do carbono 14.
As principais jazidas de diamantes encontram-se na África do Sul, Brasil, Venezuela e Índia. A grafita é mais dispersa: os maiores depósitos acham-se na Coréia, Alemanha, México, Áustria, República Tcheca, Sri Lanka e Madagascar. Quanto às bacias carboníferas, estão distribuídas desigualmente no mundo inteiro.
Propriedades físicas e químicas do carbono: | |
Número atômico: | 6 |
Peso atômico: | 12,011 |
Ponto de fusão: | 3.550º C |
Ponto de ebulição: | 4.287º C |
Densidade: | |
grafita: | 3,52g/ml |
carbono: | 2,25g/ml |
Estados de oxidação: | +2, +3, +4 |
Configuração eletrônica: | 2-4 ou 1s22s22p2 |
sábado, 25 de setembro de 2010
Breve comentário sobre a política

Bem... O dia da eleição está chegando. É quando elegeremos deputados, senadores, governadores, presidentes (e por aí vai) para governar e administrar nosso país.
Nos dias de hoje, é muito difícil escolher a pessoa certa para governar nosso imenso país, já que grande parte deles se elegem apenas para atender aos seus interesses pessoais e aos da elite dominante (tanto é que o negócio na política é tão bom que os filhos, netos, bisnetos e a cambada toda dos políticos estão sempre substituindo seus antecessores. Ou os próprios políticos sempre estão se candidatando a cada ano que passa), deixando de lado o que realmente importa para melhorar este lugar: educação, saúde, emprego, moradias e um desenvolvimento sustentável.
Os problemas socioeconômicos do Brasil não são algo recente; derivam de um contexto histórico antigo que, podendo ter sido resolvido (ou amenizado) pelos representantes anteriores, não estaríamos nesse situação nos dias de hoje (e isso não vale só para o Brasil).
Outro fato engraçado é que em TODO ano de eleição - eu disse TODO, há supostas melhoras nos Estados brasileiros (ou em alguns). O que quero dizer é: Você já reparou que todo ano de eleição os políticos fazem aquele servicinho de ''asfaltar'' as ruas (muito mal e porcamente)? Ou refaz calçadas e praças, sendo que quando a época de eleição passa parece que tudo volta ao chiqueiro imbecil de antes e cai no esquecimento dos governantes? Pois é.
A melhor maneira de TENTAR mudar a nossa realidade para melhor é ESCOLHENDO AS PESSOAS CERTAS PARA GOVERNAR. Como fazemos isso? PESQUISANDO. Pesquisando todos os candidatos, suas vidas, qual ideal o partido dele defende (já que esse é um grande indicador dos projetos dele quando tiver o cargo), como ele é e quais são os objetivos dele e se esses objetivos ajudarão de fato o Brasil (porque todo ano os candidatos prometem sempre as mesmas coisas, sendo que muitas delas não atacam sequer a causa dos problemas desse país).
E, por favor (para as pessoas que tem bons conhecimentos mas não sabe usá-los): Pare com essa mania de votar num candidato só porque ele é famoso ou engraçado: Nem sempre ele leva esse assunto a sério, nem sempre ele sabe algo sobre política; nem sempre ele sabe tomar conta da própria vida; vai imaginar se ele consegue tomar conta da vida de milhões de brasileiros?
Outra atitude que algumas pessoas têm: Votar nulo. É claro que é difícil escolher um candidato decente, mas acredite: HÁ candidatos decentes (é só procurar com cautela) e mesmo que ele não consiga o cargo, você sabe que está votando consciente. Votar nulo só manterá a situação do jeito que está.
E lembre-se: Os políticos são a imagem da sociedade.

A Justiça não é cega; seus olhos foram vedados por poucos, mas que conquistaram poder em abundância.
- - - - -
Acho que para ilustrar melhor isso aqui, um vídeo do Felipe Neto é uma boa ideia. '-'
domingo, 19 de setembro de 2010
Top 10: Animais estranhos e raros
O site The List Universe fez uma lista de animais com aparência bem estranha. Todos os membros desta seleção ainda vivem entre nós, mas muitos deles estão ameaçados de extinção.
A maioria corre perigo devido ao desmatamento que acaba com o habitat natural dos bichos. Outros animais estão correndo o risco de serem exterminados da Terra justamente por sua aparência incomum que atrai colecionadores, como é o caso do número 2. Veja a lista abaixo:
10. Proteus anguinus
É um anfíbio cego muito comum em águas subterrâneas de cavernas no sul da Europa. Vive exclusivamente em lugares sem luz, é também conhecido pelos habitantes da região como peixe humano por causa da cor de sua pele. Apesar dos olhos atrofiados, seu olfato e audição são muito desenvolvidos. 9. Tremoctopus violaceus
Também conhecido como polvo de véu, a fêmea desta espécie é 40.000 vezes mais pesada do que o macho. Enquanto ela mede até dois metros de comprimento, ele chega aos míseros 2,4 cm. A fêmea costuma estender seu véu quando ameaçada para parecer maior e mais assustadora do que já é.
8. Centrolenidae

As rãs desta família são caracterizadas pela pele quase transparente. Vivem em florestas úmidas da América Central e do Sul. Também conhecida como rã de vidro, quase todos os seus órgãos são aparentes.
6. Archaeidae
Uma família de aranhas com que só come outras aranhas. A forma estranha, composta por pescoço e pinças alongadas ajuda na caçada. Conhecidas como aranhas assassinas ou pelicanos, são encontradas na Austrália, Madagascar e África do Sul.
5. Sternoptychidae
Esta família de peixe habita quase todos os oceanos, menos os de água mais gelada. Como proteus e blobfish, também vive em ambientes escuros. Conta com órgãos produtores de luz dos lados para enganar predadores.
Este caranguejo peludo é coberto, na verdade por cerdas semelhantes às de camarões. Ele usa suas cerdas para filtrar a água ao seu redor. Cego e incolor, também vive na escuridão.
Este dragão marinho é um peixe que vive disfarçado de alga. Vive na Austrália flutuando em águas superficiais. Por ser muito camuflado, caça por emboscada. Atualmente encontra-se ameaçado.
2. Uroplatus phantasticus
Mais conhecida como lagartixa satânica com cauda de folha, a espécie acima é natural da ilha de Madagascar. Mas, como vários animais da região, corre risco de ser extinta por causa da destruição de seu habitat e caça feita por colecionadores. A lagartixa usa sua aparência para camuflagem e, apesar do olhar satânico, só se alimenta de insetos.
1. Hemeroplanes cartepillar
Parece, mas não é cobra. Trata-se de uma lagarta pouco conhecida e dificilmente avistada que vive nas florestas úmidas do México e América Central. Normalmente ela n”ao tem essa aparência assustadora, mas, quando é ameaçada, ganha as cores e o formato de uma cobra. Além de mimetizar cores, olhos e o formato da cobra, a lagarta simula ataques – inofensivos, já que ela não é venenosa. Esta lagarta fantasiada de cobra está muito ameaçada de extinção por causa do desmatamento.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI165050-17770,00-TOP+ANIMAIS+ESTRANHOS+E+RAROS.html
Primeiros tiranossauros eram menores que humanos, diz pesquisa
Réplica de fóssil de tiranossauro-rex em museu de Chicago
Grande predador só surgiu após cerca de 80 milhões de anos da linhagem inicial do dinossauro
O Tiranossauro-rex pode ter sido um grande predador durante o período Cretáceo, mas uma pesquisa publicada nesta sexta-feira na revista Science aponta que, durante os primeiros 80 milhões de anos de sua existência, o animal era pequeno e não chegava a ser maior do que um ser humano.
Descobertas recentes de fósseis sugerem que o T-Rex teve um misterioso surto de crescimento em um período relativamente tardio de sua linhagem. "Dez anos atrás, só se conhecia cerca de seis espécies de tiranossauros, e todos eles eram predadores gigantes", afirmou o paleontólogo Stephen Brusatte, Ph.D. da Universidade de Columbia, em Nova York.
"Agora, nós temos mais de 20 exemplares para análise, abrangendo cem milhões de anos do período Jurássico e Cretáceo", disse Brusatte, que é co-autor da nova revisão. "Esses fósseis têm o tamanho de um pequeno cachorro até um grande T-Rex que conhecemos hoje, que pode chegar a 12 metros do nariz à ponta da cauda", explicou.
Não se sabe exatamente por que ou como os tiranossauros cresceram tanto, disse Brusatte, em entrevista à National Geographic. "Cerca de 80 milhões de anos atrás, eles não apenas se tornaram enormes em um sentido físico, mas também em um sentido ecológico", disse ele. "Eles se tornaram dominantes, predadores", afirmou.Fonte - http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI172719-17770,00-PRIMEIROS+TIRANOSSAUROS+ERAM+MENORES+QUE+HUMANOS+DIZ+PESQUISA.html
AVISO
E não deixem de divulgá-lo!!! Conhecimento é para ser compartilhado! ;)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Fiocruz inaugura borboletário com espécies do continente americano
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inaugurou, nesta terça-feira (31), o "Jardim das Borboletas", um lugar ornamentado por plantas e interatividade, protegido por rede e habitado por quatro espécies de borboletas. O borboletário foi instalado no campus de Manguinhos, no subúrbio do Rio, próximo à Avenida Brasil.
O projeto apresenta espécies do continente americano. Com 84m² de área, o visitante vai conhecer as espécies Olho-de-coruja (Caligo illioneus), Ponto-de-laranja (Anteos menippe) e Ponto-de-laranja (Anteos menippe) e Borboleta-Brancão (Ascia monuste).
A visitação é gratuita. Ao entrar no borboletário, o visitante aprende dicas para lidar com insetos tão delicados como as borboletas. Depois de um tempo, as espécies relaxam, e até pousam na gente. As borboletas são muito bem tratadas. Por toda parte, frutas, água especial e plantas - as preferidas delas.
Trilha sinalizadaNessa aventura pelo conhecimento, a partir do universo do inseto, o já tradicional circuito de visitação do Museu da Vida (Centro de Recepção, Parque da Ciência, Ciência em Cena, Biodescoberta e Passado e Presente), inclui uma trilha sinalizada pela área verde da instituição. E monitores treinados sobre as características da borboleta ajudarão na observação do meio ambiente e da diversidade da fauna e flora local.
O borboletário funciona de terça a sexta-feira, de 9h às 16h30, e aos sábados, de 10h às 16h.
Retirado de: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/08/fiocruz-inaugura-borboletario-com-especies-do-continente-americano.html
Fóssil de novo dinossauro é encontrado na Romênia

RIO - O fóssil de um novo tipo de dinossauro, que provavelmente se parecia com uma versão maior e mais forte do velociraptor, acaba de ser descoberto na Romênia. Segundo cientistas, o predador viveu há 70 milhões de anos e tinha duas garras afiadas em cada pata, diferente dos velociraptors, tinham apenas uma. E estas garras devem ter sido usadas para rasgar sua caça e outros predadores menores, afirmaram os pesquisadores que fizeram a descoberta à publicação "Proceedings of the National Academy of Sciences". O novo dinossauro ganhou o nome científico de Balaur bondoc, que quer dizer 'dragão parrudo'.
" O Balaur pode ter sido um dos maiores predadores deste ecossistema "
- O Balaur pode ter sido um dos maiores predadores deste ecossistema - disse um dos coordenadores do estudo, o cientista Zoltan Csiki, da Universidade de Bucareste, na Romênia.
O dinossauro de cerca de 2 metros é extremamente diferente, e pode ser parente de outros dinossauros encontrados recentemente no Oriente, como a espécie que tinha penas, descoberta no início do ano na China.
Retirado de: http://extra.globo.com/ciencia/materias/2010/08/31/fossil-de-novo-dinossauro-encontrado-na-romenia-917514462.asp
sábado, 24 de julho de 2010
Mecanismo de Locomoção dos musgos
Retirado de http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/atirando+para+o+alto+para+sobreviver/n1237725618865.html
Sequência em alta velocidade mostra os musgos "cuspindo" seus esporos a 72 km/h
Eles cobrem cerca de 1% da superfície da Terra, muitas vezes em longos tapetes esverdeados, mas poucas vezes olhamos para eles. Afinal o musgo é uma planta tão comum que teoricamente não teríamos porque prestar atenção nela. Tão comum que nenhum outro gênero de planta tem potencial tão grande para armazenar carbono como ela. O detalhe é que para continuar a ajudar a humanidade – consumindo o carbono gerada por ela – as cerca de 235 espécies de musgo pertencentes ao gênero Sphagnum, como qualquer outro ser vivo, precisam se reproduzir para sobreviver.
O que pode parecer banal à primeira olhada (a sobrevivência) se revelou um mecanismo muito complexo: a geração de vórtices, descobriram os pesquisadores Dwight Whitaker, do Pomona College, e Joan Edwards, do Williams College, nos Estados Unidos. "Ficamos muito surpresos com o fato de um musgo tão pequeno e com um corpo tão simples ter desenvolvido um mecanismo tão sofisticado e elegante para espalhar seus esporos", disseram Dwight e Joan ao iG, que publicaram suas descobertas na edição desta semana da revista científica Science.

Musgos do gênero Sphagnum na natureza: mecanismo complexo
Usado por animais como a lula e a medusa para se locomover na água, a criação de vórtices pelos musgos segue o mesmo princípio em um meio diferente, o ar. Em vez de se locomover, eles atiram aos céus seus esporos para serem levados longe pelo vento – uma característica fundamental para a sobrevivência deste gênero (os vórtices podem ser enxergados visualmente por formar uma figura similar à do cogumelo).
Para conseguir ser alçado à altura necessária – de 10 a 20 centímetros acima do nível do solo – os esporos precisam ser literalmente cuspidos pelo musgo para cima à velocidade estonteante de 20 metros/segundo (72 km/h). Basicamente uma pistola de ar. E tudo isso em no tempo de 0,2 segundos, uma velocidade ultra rápida capaz de ser observada apenas por câmeras de vídeos que gravam de 1000 a 10000 frames por segundo.
Segredo: um dia de sol
O segredo do musgo para alcançar a altura necessária à sua sobrevivência está na engenhoca criada por ele para fazer o lançamento à distância. É preciso que tudo esteja no seu devido lugar. Primeiro, uma cápsula (bulbo) com 20 a 250 mil esporos em sua parte superior e ar na parte media e inferior. Segundo: um dia ensolarado. "Em dias de sol, a cápsula desidrata e as células da epiderme dela começam a se desmanchar, fazendo com que a cápsula mude de um formato esférico para cilíndrico e aumente a pressão interna, até que a cápsula estoure, jogando o ar e os esporos verticalmente", explicam os pesquisadores no artigo.
Mas isto não seria suficiente para levar os esporos às alturas. Aí, entra o vórtice que ajuda a empurrar os esporos para cima com seu movimento em espiral e dissemina os genes dos musgos pelo planeta. Agora os motivos que levaram os pesquisadores à escolher o gênero Sphagnum vão alem da importância na captura do carbono. "De uma perspectiva mais prática também escolhemos o Sphagnum porque havia um brejo onde ele crescia naturalmente perto do nosso laboratório em Williamstown (EUA)", completam os pesquisadores.
domingo, 4 de julho de 2010
Artigo Científico 4
Evolução
Graças a um vírus, você não bota ovos
Há 120 milhões de anos, os ancestrais dos mamíferos foram infectados por um micróbio. Mas, em vez de provocar doença, o invasor mudou a embalagem dos bebês.
Se um médico lhe dissesse que o seu corpo está infestado por um tipo de vírus chamado ERV, parente do causador da Aids, o HIV, você certamente entraria em pânico. Pois está, mas relaxe. Micróbios desse tipo são habitantes permanentes das células de todos os mamíferos — das suas também. São eles que ajudam a formar a placenta, a membrana que protege o bebê na barriga da mãe. Os ERVs carregam proteínas que estimulam a fusão de algumas células do embrião, e é isso que leva à formação do envoltório protetor.
Agora o patologista sueco Erik Larsson, da Universidade de Uppsala, está dizendo que foi o ERV o responsável pelo desenvolvimento da placenta nos mamíferos. Pela teoria, os primeiros animais desse grupo gestavam seus filhotes como os répteis, que protegem as crias dentro de ovos. Só que, um dia, eles foram infectados pelo vírus e criaram a placenta. Sem ela, o filhote não poderia ser gestado dentro do organismo materno. "Isso só é possível porque a placenta resguarda o embrião contra o ataque das células de defesa que estão no sangue materno", declarou Larsson à SUPER.
1. Pela teoria, o vírus ERV invadiu o organismo de ancestrais dos mamíferos e transferiu seus genes para o núcleo das células hospedeiras.
2. Hoje, os genes do ERV fazem parte do DNA humano. Ficam adormecidos a maior parte do tempo. Quando o embrião começa a se desenvolver, os genes do parasita fabricam uma proteína que vai para a membrana celular.
3. Nos locais em que há proteína viral, a membrana de uma célula gruda na de células vizinhas.
4. A fusão das células faz com que ela se transforme em uma parede hermeticamente fechada. Essa barreira, na placenta, impede que o embrião receba o sangue da mãe e seja atacado pelos anticorpos dela.
Artigo Científico 3
Água do mar não limpa ninguém
Por que o sabonete não funciona direito com água salgada?
Por mais que se esfregue, não adianta. A sujeira, que é composta em grande parte de gordura, só vai embora quando o sabonete é usado com água pura, sem sal. "Isso porque os sabões funcionam como uma ponte, unindo as moléculas de gordura às de água, que leva tudo ralo abaixo", explica o químico Atílio Vanin, da Universidade de São Paulo. Na água salgada, existem substâncias, como cálcio e magnésio, que bagunçam tudo: elas reagem com o sabão impedindo que ele grude na água. Assim, a ponte não consegue se formar e a sujeira não sai de enxurrada. Quanto mais sais, menor a eficiência da limpeza. Banho higiênico, mesmo, é o de chuveiro.
A molécula de sabão liga-se às moléculas de gordura presentes na sujeira.
Ao se unir, também, às moléculas d’água, o sabão carrega a gordura com um bom enxágüe.
Na água salgada, os átomos de cálcio e magnésio se encaixam no sabão e impedem sua associação com a água. Aí, a sujeira não sai.
Artigo Científico 2


Kerguelen
O continente afogado
Uma equipe internacional de pesquisadores descobre que um grande planalto submerso, o Kerguelen, entre a Austrália e a África, já foi um continente de verdade, povoado por dinossauros e samambaias.
Por Ivonete D. Lucírio
Era um belo pedaço de terra no extremo sul do Oceano Índico. Tinha uns 2 milhões de quilômetros quadrados, um pouco menos que o território da Argentina. A vegetação verde e os rios eram ideais para dinossauros. Seria um paraíso se não fossem os vulcões que jorravam toneladas de lava, cobriam a região de névoa e gases e alteravam sua geografia. Três catástrofes vulcânicas fizeram emergir rochas de diferentes eras geológicas, a primeira há 110 milhões de anos, depois há 83 milhões e, finalmente, há 40 milhões de anos.
Veio, então, a calmaria e, com ela, o fim. Eram os jorros de lava, subindo das entranhas da terra, que sustentavam a plataforma continental acima do nível do mar. Sem eles, há 20 milhões de anos, a crosta esfriou e se contraiu, levando o continente inteiro para debaixo d’água. Adeus. Passaram-se muitos milênios. Só em fevereiro passado, afinal, os cientistas do navio americano Joides Resolution descobriram a história de Kerguelen.
Um passado escrito por pólen e lascas de madeira
As ondas chegavam a 15 metros de altura em fevereiro, no sul do Oceano Índico. Os pesquisadores do Joides Resolution passaram um mau bocado para manter a estabilidade do navio e lançar sua broca até o fundo, 1 quilômetro abaixo. Desde 1984, o barco vasculha oceanos coletando amostras do chão para o Programa de Escavação dos Oceanos, um projeto de pesquisa mantido por dez universidades e instituições norte-americanas e canadenses e dezenas de outras de quinze países da Europa, mais Japão, China, Coréia do Sul e Austrália. O navio abriga 28 cientistas e sete andares de laboratórios e dispõe de uma broca capaz de perfurar até a 9 quilômetros de profundidade. Já participou de oitenta expedições e fez mais de 1 400 perfurações.
O Planalto de Kerguelen estava na mira dos cientistas da Universidade do Texas desde 1980, mas a chegada do Joides Resolution acelerou a investigação. Na primeira escavação a broca puxou pedaços de rocha de 9 metros de comprimento. Foram feitas dezenas de perfurações. Em sete amostras encontraram-se pólen e lascas de madeira. "Descobrimos que Kerguelen, com certeza, já tinha estado fora d’água", relata a geofísica Katherine Ellins. "O pólen das samambaias e os pedaços de árvores misturados aos sedimentos provam isso."
Missão de varredura
Ao todo, foram sessenta dias em alto-mar. "Enfrentamos frio, geleiras e tempestade de neve", conta o geólogo Fred Frey, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "O único alívio eram as instalações de pesquisa das ilhas McDonald e Heard, dois raros pontos do planalto Kerguelen ainda emersos", lembra-se ele. "Mas eram inóspitas."
Quando a análise dos sedimentos acabou, tornou-se claro que o continente servira de ponte para espécies animais que migraram entre o sul da Ásia, a África e a Austrália, como alguns tipos de dinossauros. Kerguelen começou a se erguer depois que esses continentes — que até há 110 milhões de anos estavam unidos em um bloco — se afastaram uns dos outros. "A descoberta é importante para a Paleontologia, para a Geologia, para a Zoologia e diversas ciências", diz Katherine Ellins. Mas os estudos apenas começaram. Os dados ainda terão de ser investigados e analisados durante muitos meses.
Enquanto isso, o Joides Resolution mudou de endereço, para alegria dos pesquisadores. Agora, o barco está na costa norte do Japão, estudando os terremotos submarinos da região. Pelo menos, não faz tanto frio.
Para saber mais
NA INTERNET:
www.ig.utexas.eduHá 70 milhões de anos
O fogo
Havia muitos vulcões. As erupções constantes lançavam gases, como dióxido de carbono, e vapores d’água na atmosfera.
As águas
Havia vários cursos de água doce. Um deles descia de uma grande montanha.
O verde
A vegetação era formada por samambaias e coníferas, como pinheiros. A prova são os resíduos de pólen e os pedaços de tronco localizados pelos pesquisadores.
Os animais
Não foram encontrados vestígios de bichos. Mas acredita-se que o continente era habitado por espécies da Austrália e da África, como o multituberculado, um mamífero extinto, e dinossauros.
Hoje
O fundo
Hoje, a massa de terra submersa está no leito sul do Oceano Índico, a uma profundidade que varia de 1 a 2,5 quilômetros. A temperatura lá embaixo é de cerca de 4 graus Celsius e pouco mais de 20 graus Celsius na superfície.
O continente faz parte do chamado Planalto Kerguelen, uma plataforma submarina de 2 milhões de quilômetros quadrados. 1. Pluma fervendo
Uma massa de rochas quentes vindas da parte mais baixa do manto terrestre, a pluma, subiu até a crosta, rompendo-a. Formou-se um vulcão. Em contato com a água, a lava resfriou rapidamente, constituindo a parte mais antiga do continente.
2. Viagem para o sul
O pedaço de crosta sobre a qual o continente se apoiava não estava parado. Deslizava sobre a pluma na direção sul. Assim, a emersão de lava fez surgir vulcões em outras regiões, mais ao norte. O continente aumentou de tamanho.
3. Esfriou e afundou
A viagem da crosta para o sul continuou. Mas, agora, a força da pluma era menor. Sem fonte de calor, as rochas da base resfriaram e se contraíram. O continente desceu.
4. De volta à tona
Em fevereiro, o Joides Resolution arrancou do fundo do mar pedaços de rocha e sedimentos (à esquerda) do Planalto Kerguelen. Neles descobriram-se restos de pólen e madeira. Prova de que o continente já esteve na superfície.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Alguns sites úteis
www.professorwaltertadeu.mat.br
Esse é o site do meu professor de Matemática, Walter. Além dele dizponibilizar várias listas de exercícios, ele proporciona alguma atividade em excel e jogos de QI. :)
Definição de Ciência
Acho que assim, fica mais fácil de postar sua conclusão sobre ela. :)
O Conceito de Ciência
Um conceito abrangente de ciência é dado por Ander-Egg, em sua obra "Introducción a las técnicas de investigación social" (1978:15):
"A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais,
certos ou prováveis,
obtidos metodicamente, sistematizados e verificáveis,
que fazem referência a objetos de uma mesma natureza."
Certo ou provável, já que não se pode atribuir à ciência a certeza indiscutível de todo saber que a compõe. Ao lado dos conhecimentos certos, é grande a quantidade de prováveis. Antes de tudo, toda lei indutiva é meramente provável, por mais elevada que seja sua probabilidade
Obtidos metodicamente
, pois não se os adquire ao acaso ou na vida cotidiana, mas mediante regras lógicas e procedimentos técnicosSistematizados
, isto é, não se trata de conhecimentos dispersos e desconexos, mas de um saber ordenado logicamente, constituindo um sistema de idéias (teoria).Verificáveis
, pelo fato de que as afirmações, que não podem ser comprovadas ou que não passam pelo exame da experiência, não fazem parte do âmbito da ciência, que necessita, para incorporá-las, de afirmações comprovadas pela observação.Relativos a objetos de uma mesma natureza
, ou seja, objetos pertencentes a determinada realidade, que guardam entre si certos caracteres de homogeneidade.O que impulsiona o homem em direção à ciência é a necessidade de compreender a cadeia de relações que se esconde por trás das aparências sensíveis dos objetos, fatos ou fenômenos, captadas pela percepção sensorial e analisadas de forma superficial, subjetiva e crítica pelo senso comum. O homem quer ir além dessa forma de ver a realidade imediatamente percebida e descobrir os princípios explicativos que servem de base para a compreensão da organização, classificação e ordenação da natureza em que está inserido.
Através desses princípios, a realidade passa a ser percebida pelos olhos da ciência não de uma forma desordenada, esfacelada, fragmentada, como ocorre na visão subjetiva e a crítica do senso comum, mas sob o enfoque de um critério orientador, de um princípio explicativo que esclarece e proporciona a compreensão do tipo de relação que se estabelece entre os fatos, coisas e fenômenos, unificando a visão de mundo.(Köche, 1997)
Retirado de http://www.das.ufsc.br/~cancian/ciencia/ciencia_conceito.html
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Metais Pesados e Sua Ação no Ambiente
São metais química e altamente reativos [em Química, tendência que uma reação química tem em acontecer] e bioacumuláveis, ou seja, os organismos não são capazes de eliminá-los.
Quimicamente, os metais pesados são definidos como um grupo de elementos situados entre o cobre e o chumbo na tabela periódica tendo pesos atômicos ente 63,546 e 200,590 e densidade superior a 4,0 g/cm3.

Os seres vivos necessitam de pequenas quantidades de alguns desses metais, incluindo cobalto, cobre, manganês, molibdênio, vanádio, estrôncio e zinco, para a realização de funções vitais no organismo. Porém níveis excessivos desses elementos podem ser extremamente tóxicos. Outros metais pesados como o mercúrio, chumbo e cádmio não possuem nenhuma função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos.
Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, provocando graves intoxicações ao longo da cadeia alimentar.
A atividade humana vem aumentando os níveis de metais pesados nos ecossistemas aquáticos naturais. Esses metais são provenientes de atividades como a mineração, de indústrias de galvanoplastia, e do despejo de efluentes domésticos.
A principal fonte de contaminação das águas de rios é a indústria, com seus despejos de resíduos ricos em metais pesados. Veja os procedimentos causadores da poluição:
As indústrias de tintas, de cloro, de plásticos PVC e as metalúrgicas, utilizam em seus processos metais pesados como o mercúrio e vários outros, esses metais são descartados nos cursos d’água após serem usados na linha de produção. Mas não é só de indústrias que provém esse tipo de contaminação, os incineradores de lixo urbano produzem fumaça rica em metais como mercúrio, cádmio e chumbo, que se volatiliza lançando metal pesado a longas distâncias.
Do ponto de vista químico, a grave conseqüência parece não ter solução, já que esses metais não podem ser destruídos e são altamente reativos. A cada dia se fazem mais presentes em nossas vidas, em aparelhos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos e seus componentes, inclusive pilhas, baterias e produtos magnetizados. Mercúrio, chumbo, cádmio, manganês e níquel são alguns dos metais pesados presentes nesses aparelhos. O chumbo é usado na soldagem de computadores, e o mercúrio está no visor de celulares.
Os metais apenas são úteis em pequenas quantidades para o homem, como o ferro, zinco, magnésio, cobalto que constituem a hemoglobina. Mas se a quantidade limite desses metais for ultrapassada, eles se tornarão tóxicos ocasionando problemas de saúde.
O Mercúrio recebe a classificação de metal pesado, sabe o que isso quer dizer? Que é um elemento tóxico e pode ocasionar a morte do indivíduo que o ingerir.
A contaminação pode acontecer pelo lançamento do metal pesado em ecossistemas aquáticos naturais, o grande problema é que esses metais não podem ser destruídos e são altamente reativos. Uma vez que presentes como poluentes de rios, lagos ou mares, fica impossível eliminá-los do meio.
Os efeitos tóxicos da ingestão de mercúrio são agudos e evidentes, entre eles está a anúria (redução da secreção urinária) e diarreia sanguinolenta, esses sintomas são perigosos e podem ser fatais.
Conheça os procedimentos que levam à contaminação por mercúrio:
• O descarte incorreto de telefones celulares pode comprometer o meio ambiente, já que o mercúrio está presente no visor desses aparelhos;
• As indústrias que utilizam o mercúrio em seus processos podem deixá-lo vazar (propositalmente ou acidentalmente) nos cursos d’água. As grandes responsáveis por acidentes com metais pesados são as metalúrgicas, as indústrias de tintas e de plásticos PVC;
• Os incineradores de lixo urbano produzem fumaça rica em mercúrio, cádmio e chumbo, esses se volatilizam e lançam metal pesado a longas distâncias.
O Arsênio é um elemento químico de símbolo As com número atômico 33 e com massa atómica75 u, é um metal encontrado no grupo 15 (5A) da Classificação Periódica dos Elementos. Esse elemento é conhecido desde a Idade Média, está entre os considerados metais pesados e pode ser encontrado em meteoritos, o que significa que é um elemento comum no Universo.
O arsênio pode ser liberado na natureza através de causas naturais, como o contato da água de rios e nascentes com rochas que apresentam elevada concentração do metal. Este elemento é considerado tóxico por ser um semimetal pesado, tanto que suspeita-se que a morte de quem o apresentou em 1520, o cientista Paracelso, pode ter sido causada por auto-ingestão de sais de arsênio.
Existem mais mortes provocadas por Arsênio na História, como a de Napoleão Bonaparte. Foram encontrados, através de exame pericial, compostos de arsênio nos fios de cabelo do célebre Napoleão. Essa contaminação provavelmente teve sua origem na cela onde esteve recluso na ilha de Elba, onde havia materiais vinculados ao elemento Arsênio.
A intoxicação por Arsênio provoca em casos menos graves, o aparecimento de feridas na pele que não cicatrizam, chegando a um estado mais crítico da contaminação podem aparecer gangrenas, danos a órgãos vitais e até câncer de pele. Em casos de ingestão pode levar à morte.
Na cidade de Bangladesh na Índia, no ano de 1995, foi revelada a contaminação por arsênio nas águas consideradas potáveis, gerando uma vasta crise de contaminação por este elemento tóxico. Até hoje estima-se que cerca de
Mas, apesar de ser perigoso, o Arsênio tem suas utilidades como, por exemplo, no endurecimento de ligas de cobre e chumbo e na fabricação de certos tipos de vidros especiais.
Conclusão Sobre a Ciência
O que concluí sobre a Ciência (Sem contar as Ciências Humanas, como Filosofia, por exemplo) é que por mais que novas e sofisticadas teorias sejam criadas, sempre haverá uma falha contida nelas e é através de inovações na tecnologia e em estudos aprofundados que conseguimos aperfeiçoar nossas teorias. Porque a graça da Ciência é nunca ter a resposta puramente verdadeira em nossas mãos e, sim, ter sempre o mistério ao nosso lado para nos fazer querer desvendar o Universo. Porque como dizem: "O que move o planeta não são as respostas e, sim, as perguntas." Em minha opinião, se tivéssemos todas as respostas verdadeiras para cada pergunta que fizéssemos acerca dos mistérios do Universo, então, definitivamente, a vida não valeria a pena ser vivida.
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Qual sua conclusão sobre a Ciência? :)
Para Pensar...

Aquariofilia
Técnica Especial Para Evitar a Desarmonia
A Importância da Leitura
"A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta.
A atividade de leitura não corresponde a uma simples decodificação de símbolos, mas significa, de fato, interpretar e compreender o que se lê. Segundo Angela Kleiman, a leitura precisa permitir que o leitor apreenda o sentido do texto, não podendo transformar-se em mera decifração de signos linguísticos sem a compreensão semântica dos mesmos.
Nesse processamento do texto, tornam-se imprescindíveis também alguns conhecimentos prévios do leitor: os linguísticos, que correspondem ao vocabulário e regras da língua e seu uso; os textuais, que englobam o conjunto de noções e conceitos sobre o texto; e os de mundo, que correspondem ao acervo pessoal do leitor. Numa leitura satisfatória, ou seja, na qual a compreensão do que se lê é alcançada, esses diversos tipos de conhecimento estão em interação. Logo, percebemos que a leitura é um processo interativo.
Quando citamos a necessidade do conhecimento prévio de mundo para a compreensão da leitura, podemos inferir o caráter subjetivo que essa atividade assume. Conforme afirma Leonardo Boff,
cada um lê com os olhos que tem. E interpreta onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto. Para entender o que alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é a sua visão de mundo. Isto faz da leitura sempre um releitura. [...] Sendo assim, fica evidente que cada leitor é co-autor.
A partir daí, podemos começar a refletir sobre o relacionamento leitor-texto. Já dissemos que ler é, acima de tudo, compreender. Para que isso aconteça, além dos já referidos processamento cognitivo da leitura e conhecimentos prévios necessários a ela, é preciso que o leitor esteja comprometido com sua leitura. Ele precisa manter um posicionamento crítico sobre o que lê, não apenas passivo. Quando atende a essa necessidade, o leitor se projeta no texto, levando para dentro dele toda sua vivência pessoal, com suas emoções, expectativas, seus preconceitos etc. É por isso que consegue ser tocado pela leitura.
Assim, o leitor mergulha no texto e se confunde com ele, em busca de seu sentido. Isso é o que afirma Roland Barthes, quando compara o leitor a uma aranha:
[...] o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura -, o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se dissolve ela mesma nas secreções construtivas de sua teia.
Dessa forma, o único limite para a amplidão da leitura é a imaginação do leitor; é ele mesmo quem constrói as imagens acerca do que está lendo. Por isso ela se revela como uma atividade extremamente frutífera e prazerosa. Por meio dela, além de adquimirmos mais conhecimentos e cultura - o que nos fornece maior capacidade de diálogo e nos prepara melhor para atingir às necessidades de um mercado de trabalho exigente -, experimentamos novas experiências, ao conhecermos mais do mundo em que vivemos e também sobre nós mesmos, já que ela nos leva à reflexão.
E refletir, sabemos, é o que permite ao homem abrir as portas de sua percepção. Quando movido por curiosidade, pelo desejo de crescer, o homem se renova constantemente, tornando-se cada dia mais apto a estar no mundo, capaz de compreender até as entrelinhas daquilo que ouve e vê, do sistema em que está inserido. Assim, tem ampliada sua visão de mundo e seu horizonte de expectativas.
Desse modo, a leitura se configura como um poderoso e essencial instrumento libertário para a sobrevivência do homem.
Há entretanto, uma condição para que a leitura seja de fato prazerosa e válida: o desejo do leitor. Como afirma Daniel Pennac, "o verbo ler não suporta o imperativo". Quando transformada em obrigação, a leitura se resume a simples enfado. Para suscitar esse desejo e garantir o prazer da leitura, Pennac prescreve alguns direitos do leitor, como o de escolher o que quer ler, o de reler, o de ler em qualquer lugar, ou, até mesmo, o de não ler. Respeitados esses direitos, o leitor, da mesma forma, passa a respeitar e valorizar a leitura. Está criado, então, um vínculo indissociável. A leitura passa a ser um imã que atrai e prende o leitor, numa relação de amor da qual ele, por sua vez, não deseja desprender-se."
- Maria Carolina; Professora de Língua Portuguesa e Redação do Ensino Médio e Normal
Retirado de http://www.colegiosantamaria.com.br/santamaria/aprenda-mais/artigos/ver.asp?artigo_id=2






